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Cerca de 600 pessoas, entre executivos da indústria química, dirigentes de entidades setoriais, técnicos e jornalistas, acompanharam as apresentações e debates realizados no 16º Encontro Anual da Indústria Química. O evento contou com a participação do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, que falou sobre ações do governo federal em apoio à indústria química, como a criação do Conselho de Competitividade. Teixeira ressaltou a preocupação do governo com o crescimento do déficit comercial em produtos químicos e destacou que uma economia desenvolvida não pode prescindir de uma indústria química forte.
A indústria química brasileira em 2011 O Pacto Nacional da Indústria Química
O desempenho da indústria química em 2011 foi analisado pelo presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo. No ano, o faturamento do setor deverá alcançar US$ 158,5 bilhões, ou R$ 261,9 bilhões. Em dólares, o crescimento será de 23,4%. Em reais, de 15,8%. O déficit na balança comercial de produtos químicos chegará a US$ 25,9 bilhões, novo recorde. As projeções da Abiquim indicam que as importações somarão US$ 41,6 bilhões, valor 23,4% superior ao de 2010. As exportações alcançarão US$ 15,7 bilhões, crescendo 19,8%, na mesma comparação. Figueiredo destacou em sua análise que, caso a indústria química brasileira tivesse fornecido 50% do volume importado, o setor teria gerado 60 mil novos empregos diretos, realizado investimentos de US$ 25 bilhões e pago impostos de US$ 7 bilhões por ano. Os avanços relacionados às propostas apresentadas no estudo "Pacto Nacional da Indústria Química, divulgado em 2010 pela Abiquim, foram discutidos pelo presidente do Conselho Diretor da entidade, Henri Slezynger. Ele observou, entre outros pontos, levantamento realizado pela Abiquim evidenciou uma preocupante redução de 10% no valor dos investimentos previstos para os próximos cinco anos e que está ocorrendo uma progressiva desindustrialização de um setor que já foi o segundo maior em contribuição para a formação do PIB Industrial do País. Henri Slezynger ressaltou que o alto custo das matérias-primas e da energia no País, bem como a "guerra dos portos", têm reduzido a competitividade da indústria química. Ele destacou que o Brasil é o único país industrializado que incentiva importações.
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Riscos e oportunidades no cenário econômico
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, prevê que haverá uma desaceleração mais intensa da economia brasileira em 2012 e redução na taxa de juros, ocorrendo uma recuperação da atividade a partir apenas do segundo semestre. Para ele, o cenário será de baixo crescimento nos Estados Unidos, recessão na Europa e desaceleração na China, levando para níveis elevados a aversão ao risco e a uma retração dos fluxos globais de investimentos. As projeções de Goldfajn são de que o PIB mundial crescerá 2,7% em 2012, um ponto porcentual menos do que em 2011, com a economia norte-americana crescendo 1,5% e a China 7,8%, desde que não ocorra um cenário global de ruptura, o que levaria o PIB mundial a um crescimento negativo de 1,9%.
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Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia
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Silvio Vaz Júnior recebe o prêmio de Kátia Politzer
A empresa Oxiteno foi a vencedora do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia em 2011, na categoria empresa, com o trabalho "Modificação das propriedades do etanol para viabilizar seu uso em motores diesel". A Petrom – Petroquímica de Mogi das Cruzes recebeu menção honrosa com o trabalho "Sustentabilidade lúdica: uso de um aditivo bioderivado na produção de brinquedos".
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Eduardo Cordeiro e Pedro Roquete, diretores da Petrom; Katia Politzer e Paulo Coutinho
Na categoria pesquisador, o vencedor foi o trabalho “O aproveitamento do potencial de ligninas para a obtenção de produtos químicos renováveis”, desenvolvido por Sílvio Vaz Júnior, do Centro Nacional de Pesquisa em Agroenergia da Embrapa. A professora Mariana de Mattos Vieira Mello Souza, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, recebeu menção honrosa na categoria pesquisador com o trabalho “Catalisadores para a produção e purificação de correntes de hidrogênio a partir de fontes renováveis”.
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André Luiz Polo, diretor da Oxiteno, e Kátia Politzer
Os prêmios foram entregues aos vencedores por Kátia Maria Politzer Couto, filha do professor Kurt, e por Paulo Coutinho, coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim.
Criado em 2001, o Prêmio Abiquim de Tecnologia recebeu em 2011 a denominação de Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, em homenagem ao professor e empresário que colaborou por mais de 30 anos com a Abiquim. Politzer coordenou a Comissão de Tecnologia e foi membro do Conselho Diretor da entidade.
Prêmio Abiquim de Exportação

As oito empresas que receberam o Prêmio Abiquim de Exportação, na categoria “Líder Exportador”, exportaram, em conjunto, mais de US$ 6 bilhões em produtos químicos para uso industrial. Nesta categoria, são premiadas empresas que realizaram vendas externas de US$ 150 milhões ou mais no período de um ano. Os troféus foram entregues pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, e pelo coordenador da Comissão de Comércio Exterior, João Benjamin Parolin.

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Ajinomoto – Luiz Carlos da Silva, Diretor
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Basf – Michel Mertens, Vice-presidente
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Braskem – Rui Chammas, Vice-presidente da Unidade de Polímeros
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Dow Brasil – Vinício Stancati, Diretor de Supply Chain
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Lanxess – Humberto Lovisi, Responsável pela área de Marketing da Unidade de Negócio Performance de Borrachas de Butadien
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Oxiteno – Andrea Campos Soares, Diretora Comercial, e Luciana Leles Ortiz de Pinho, Gerente de Exportação
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Rhodia – André Luis Rodrigues,Vice-presidente Financeiro
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Unigel – Roberto Noronha Santos, Vice-presidente de Operações

A empresa vencedora na categoria “Sucesso Exportador” foi a Oxiteno, com o trabalho “O uso de fontes naturais na produção de especialidades”. Esta categoria foi criada para reconhecer as soluções desenvolvidas por uma empresa para concretizar operações de exportação. O prêmio foi recebido por Andrea Campos Soares, Diretora Comercial, e por Luciana Leles Ortiz de Pinho, Gerente de Exportação.

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